domingo, 14 de julho de 2013

COM MATERIAIS RECICLÁVEIS E SOBRAS DE CONSTRUÇÃO, ESTUDANTES REVITALIZAM JARDIM DO EDUCANDÁRIO.

Por Célia Ribeiro

Garrafas PET, restos da construção civil, pneus velhos e outros materiais inservíveis foram a matéria-prima empregada na revitalização de uma das mais bonitas áreas da Zona Leste, na Rua 21 de Abril.  Durante dois meses, sob o sol forte, um grupo de estudantes dedicou tempo e energia para transformar os jardins do Educandário “Bento de Abreu Sampaio Vidal”, numa bela demonstração do que a criatividade e a solidariedade são capazes.
 
Garrafas PET com anilina colorida e cacos de telha: reaproveitamento
Batizado de “Olhar Verde”, o projeto original da ONG Unijovem, mantida pelos colaboradores da Unimed de Marília, estava no papel há tempos, explicou a auxiliar de Projetos Sociais, Camila Rodrigues da Silva. Faltava a oportunidade de identificar interessados em apoiarem a iniciativa, o que aconteceu quando a consultora da entidade, Estela Monteiro, que também é professora universitária, lançou o desafio aos alunos do curso de Pedagogia da UNIESP.
 
As garotas pegaram pesado
Coincidentemente, os futuros pedagogos precisavam cumprir horas de trabalho voluntário e a proposta caiu como uma luva. Foi dessa forma que cerca que 20 estudantes foram conhecer a Unijovem e 10 deles resolveram abraçar o “Olhar Verde”, a partir de março deste ano. “Nós viemos não só por causa das horas. A gente queria ajudar e ainda mais sabendo que usaria recicláveis”, assinalou Luverci Luque de Andrade, residente em Vera Cruz.
 
Jardins bem cuidados e revitalizados chamam a atenção
Camila observou que a proposta do “Olhar Verde” é revitalizar áreas públicas privilegiando a sustentabilidade ambiental e que a escolha do Educandário ocorreu após um levantamento de locais que necessitariam deste trabalho. Assim, a ideia é dar continuidade adotando novas áreas daqui em diante.

MENINAS FORTES

O grupo, formado basicamente pelas meninas (apenas um aluno participou), literalmente colocou a mão na massa. Uma vez por semana, durante 06 horas, os estudantes capinaram o mato, pintaram as muretas, plantaram flores e ervas e instalaram um caminho com cascalhos e restos da construção civil onde as garrafas PET, cheias de água e anilina colorida, contribuíram para a harmonização do visual.
 
Estudantes da UNIESP com Estela Monteiro ao centro
Os calos nas mãos são a parte visível das lembranças daquelas tardes, contou sorrindo a estudante Suely Escorce Munhoz. “Muita gente não acreditava que a gente conseguiria, porque erámos só meninas, praticamente”, disse, acrescentando que o resultado deixou todos muito felizes: “Senti que estava fazendo um ato de cidadania em benefício da sociedade”.
 
Pintura na mureta completou o novo paisagismo
Já Nilze Silva Segantin revelou o desejo de retornar ao Educandário, desta vez para explicar aos alunos da instituição como fizeram o novo jardim para que eles possam trabalhar na manutenção e, quem sabe, usar a ideia para melhorar praças e outras áreas públicas da cidade. A semente que lançaram, acreditam os universitários, tem tudo para germinar e brotar em forma de melhorias dos espaços verdes de Marília.
 
Camila (centro) na sede da Unijovem com as estudantes
Por sua vez, Vânia Guedes Januário disse que o exemplo do Educandário pode ser seguido por grupos de moradores, vizinhos, que quiserem revitalizar as praças nos bairros: “Com garrafas PET, cacos de telha, pneus etc, dá para fazer muitas coisas. É só querer”.

A convite do Correio Mariliense, as estudantes de Pedagogia acompanhadas de Camila Rodrigues voltaram aos jardins da instituição filantrópica na quarta-feira. Com os olhos brilhando de alegria, contaram que o espaço estava muito diferente de quando o viram pela primeira vez. “Trabalhamos duro aqui. E essa experiência poderemos passar aos nossos futuros alunos para que repliquem a ideia e ajudem a transformar os espaços públicos”, pontuou Luverci.
 
De volta aos jardins: sapo de pneu velho virou floreira original.
De acordo com a auxiliar de Projetos Sociais da Unijovem, Camila Rodrigues da Silva, a ONG doou parte do material utilizado, como as tintas e a anilina que coloriu as garrafas PET. Já os recicláveis foram levados pelos próprios estudantes que agora estão aptos a replicarem a ideia e contribuírem para que o “Olhar Verde” chegue a outros pontos da cidade.

Ela elogiou o comprometimento dos alunos que voltam à faculdade com uma nova visão de solidariedade e cidadania. Participaram da revitalização do Educandário: Adélio de Oliveira Caetano, Izabel Escorse Munhoz Amaral, Luverci Luque de Andrade, Nilze Silva Segantin, Priscila Pereira dos Santos, Raquel Messias de Oliveira Silva, Roberto Luís Moura, Sonia Regina de Oliveira, Suely Escorse Munhoz e Vânia Guedes Januário.

Obs. Neste blog há reportagens com a Unijovem publicadas em 2010, 2012 e 2013.

* Reportagem publicada na edição de 14.07.2013 do Correio Mariliense

Um comentário:

  1. Excelente matéria, parabéns, novamente, pelo seu trabalho esbelto que visa enfatizar trabalhos voltados ao bem comum, e que às vezes passam despercebidos entre a maioria das pessoas, mas são de suma importância para uma sociedade mais igualitária!

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